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13:34 Sábado, 19 de Agosto de 2017


Entretenimento - CURIOSIDADES


Conheça a história do "araponguense" que enterra famosos em terras cariocas


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É surpreendente como algumas histórias podem servir de ganchos para novas que não esperávamos. Seja um pequeno relato ou uma grande curiosidade, mas todos sempre têm algo para contar.

Com a alta repercussão da matéria divulgada sobre o cemitério de Arapongas, o Portal Dia a Dia abriu espaço para escutar histórias de araponguenses, e como muitas outras escondidas pelos cantos da cidade, esta merece ser contada.

Wagner Garcia, de 29 anos, foi coveiro do Cemitério Municipal de Arapongas por aproximadamente três anos. O jovem conta que apesar de ter trabalhado no local, apenas soube da história quando leu a matéria no portal. “Eu trabalhei lá durante um bom tempo e nunca soube de nada. Foi muito interessante descobrir isso agora”, disse ele.

Natural de Rondônia, Wagner logo mudou-se para Arapongas, onde residem seus familiares, e, atualmente, vive no Rio de Janeiro. Há dois anos tornou-se coveiro no Cemitério São João Batista, mais conhecido como “cemitério dos famosos”.

Criado em 1851, o cemitério abriga corpos de artistas, como Tom Jobim, Cazuza, Chacrinha, entre tantos outros. Wagner foi responsável por enterrar nomes conhecidos. Entre os mais recentes estão à atriz Elke Maravilha e o ex-presidente da FIFA, João Havelange.

Atualmente, o araponguense foi promovido a gerente geral de capelas do “cemitério dos famosos”, mas ainda sente orgulho ao falar da profissão anterior “Eu fui coveiro do cemitério dos famosos. No Rio, diferente do que acontece em cidades do interior, nossa profissão é muito valorizada”, afirmou.

Wagner conta que chegou a fazer uma pontinha em um filme protagonizado por Eduardo Moscovis, gravado recentemente no cemitério, e também afirma que de tanto interagir com turistas, aprendeu a falar inglês fluentemente. “Eles são muito simpáticos e educados. De tanto conversar com eles fui aprendendo a falar”, contou.

Outra curiosidade apontada por Wagner foi à implantação de tecnologias no local. Ele relata que os túmulos possuem QR Code, assim os visitantes podem acessar informações de cada personalidade enterrada no local apenas com o celular. “Os códigos ficam nas sepulturas, ao serem escaneados pelos celulares, as pessoas podem ler informações mais detalhadas, como nascimento, história de vida e fotos dos famosos”, explicou.

Além de grandes nomes da música e da TV, o rapaz conta que no Cemitério São João Batista também estão sepultados corpos de pelo menos oito ex-presidentes da república, membros da Academia Brasileira de Letras, de uma funcionária da princesa Isabel, e até mesmo, de duas vítimas do Titanic.

Sobre Arapongas, ele também tem lembranças; uma bem marcante por sinal. Wagner diz recordar-se do sepultamento de um policial militar baleado no Conjunto Flamingos. “Eu lembro até hoje. Foi uma história bem triste”, relembrou.

O amor pela profissão é tamanho que, mesmo dedicando-se ao curso de direito em uma faculdade do Rio de Janeiro, estuda a possibilidade de lançar um livro de nome “Diário de Um Coveiro”. “Eu ainda estou conversando com algumas editoras, mas quem sabe”, concluiu.

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19 Agosto, 2016 - as 16:52

Por : Redação Dia a Dia Arapongas


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