Igrejas católicas de Arapongas realizam atos contra o aborto nesta sexta-feira (3)
Após a Diocese de Apucarana, através de seu administrador, o pároco da Santíssima Trindade de Arapongas, João Ozório, publicar uma nota de repúdio ao aborto, as paróquias da cidade dos pássaros se uniram para realizarem atos de protesto.
Denominada de Oração pela Vida, a iniciativa está marcada para acontecer nesta sexta-feira (3), iniciando com um terço às 21h30m e logo em seguida uma missa na Igreja Matriz, localizada na Avenida Arapongas, no centro da cidade. No mesmo dia, o Supremo Tribunal Federal (STF) conduzirá duas audiências públicas sobre processo em que se pede a autorização para a realização do aborto até a 12ª semana de gravidez, por decisão da gestante e sem a necessidade de nenhum tipo de autorização legal.
Segue a nota assinada por Ozório, emitida na última terça-feira (31):
Nota de Repúdio
Pe. João Ozório de Oliveira, Administrador Diocesano da Diocese de Apucarana, divulga nota de repúdio ao STF – Supremo Tribunal Federal, contra as razões da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 442, e a tentativa de descriminalizar o aborto até a 12ª semana de gestação, proposta pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade).
Diante do proposto acima:
- Proclamamos a defesa da vida desde a fecundação até o seu ocaso natural. “Não matarás o embrião por aborto e não fareis perecer o recém-nascido” DIDAQUÊ 2,2;
- A vida humana, portanto, deve ser respeitada, protegida e defendida em modo absoluto;
- Reiteramos a sacralidade da vida humana, em todas as suas circunstâncias, independentemente de suas condições de crenças, condições sociais, políticas e ideológicas;
- O ser humano é sempre sagrado e inviolável, em qualquer situação e em cada etapa do seu desenvolvimento. É fim em si mesmo, não meio para resolver outras dificuldades.
Se cai esta convicção não restam fundamentos sólidos e permanentes para a defesa dos direitos humanos. Ficariam sujeitos à conveniências contingentes dos poderosos de turno. Não se deve esperar que a Igreja altere sua posição sobre esta questão. Não é opção progressista resolver os problemas eliminando a vida humana. (Papa Francisco aos ginecologistas católicos, em 20/09/2013);
- A defesa da vida constitui elemento fundamental constitutivo da sociedade civil e sua Legislação;
- Reafirmamos a dignidade das mulheres, solidarizamos e apoiamos toda busca de superação da violência e discriminação por elas sofridas, porém, o aborto jamais poderá ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do embrião. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra vida indefesa. O não querer o outro, não me dá o direito de eliminá-lo. “O aborto não é um mal menor, nem teológico ou religioso em si. É mal humano. É mal em si. Por isso condenável”. (Papa Francisco, na 14ª Assembleia Geral do Sínodo, em 04/10/2015).
- Conclamamos todos os poderes constituídos em uma sociedade democrática de direitos, que respeitando a autonomia dos poderes legislem em favor da vida. Existem saídas legais, soluções viáveis, honestas e morais, que podem ser implementadas em favor das mulheres, sobretudo as mais desprotegidas.
- Conclamamos mais uma vez a tutela do valor maior, que é o direito à vida. Uma democracia consolidada não pode rejeitar a dignidade e o tratamento igualitário de todos os seres humanos. O aborto quebra essa paridade.
- Rogamos, portanto, ao Supremo Tribunal Federal, a defesa da vida, desde a concepção até o seu ocaso natural, e a garantia das prerrogativas do Congresso Nacional, como a instância legitimada para regular esta matéria.
Confiamos à Virgem Maria, Mãe do Filho de Deus, todas as mães e seus nascituros, e que Deus generosamente abençoe a todas.
Pe. João Ozório de Oliveira
Administrador Diocesano de Apucarana
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