Pela primeira vez, uma mulher assume o comando do Aeroporto Municipal de Arapongas
Ao longo do mês de março, a Prefeitura de Arapongas, por meio do Departamento de Comunicação, retratou histórias de mulheres inspiradoras e que somam com o município e com tantas pessoas em alusão ao Mês da Mulher. Fechando a série de reportagens especiais, vamos conhecer um pouco mais sobre Mônica Guerra – a primeira mulher a assumir o comando do Aeroporto Municipal de Arapongas “Alberto Bertelli". Aos 39 anos, Mônica é responsável pela parte administrativa, jurídica e de segurança operacional, da pista e do sítio aeroportuário (área comum). “Assumi este posto ainda no final da gestão do ex-prefeito Sérgio Onofre. E permaneço na nova gestão do Rafael Cita, que priorizou uma atuação de qualificação técnica. Responsabilidade que assumi com muito entusiasmo e motivação”, disse.
EXPERIÊNCIA
Mônica Guerra conta que é profissional da aviação, formada como piloto comercial – já tendo atuado no Aeroporto Bacacheri, em Curitiba. “Trago uma base em relação à estrutura, funcionalidade e também do que é necessário para uma segurança operacional responsável”, disse.
Ainda conforme Mônica, o Aeroporto de Arapongas é uma base muito importante para os demais aeroportos da região nas operações aéreas. Dentro dele, há uma estação que comporta a Nave Brasil, que hoje transmite a fonia aérea aos demais aeroportos. “Hoje, a nossa base é ponte importante, inclusive, com um grande fluxo de aeronaves, não apenas para o transporte executivo, mas também para serviços aéreos de saúde, Exército, entre outros”, explica.
MOVIMENTAÇÃO
Atualmente, o Aeroporto Municipal de Arapongas “Alberto Bertelli" recebe em média 18 pousos e decolagens diariamente. O local conta com oficina mecânica, atendimentos de estética aérea, aviônicos (instrumentação) e de abastecimento, Taxi aéreo. “Um aeroporto bem visto e de fluxo constante. Com uma estrutura capaz de crescer e se fortalecer ainda mais. Tendo em vista a importância que o município representa e a força que tem através do polo moveleiro - de alcance a nível nacional”, salientou Mônica.
DESAFIOS
Como mulher, ela enfrentou alguns obstáculos para ingressar na área da aviação – ambiente predominantemente masculino, desafios que incluíram o preconceito de gênero. “Antes, durante e depois da nossa formação, temos que provar constantemente a nossa competência. Vi alguns colegas desistirem do sonho. Por isso, é importante termos mais representatividade, quebrando barreiras e tornando este espaço mais inclusivo”, frisou.
“A aviação sempre foi uma grande paixão. Mesmo com os desafios de estar em um ambiente predominantemente masculino, nunca desisti desse sonho e quero voar cada vez mais alto – literalmente”, Mônica Guerra – primeira mulher a comandar o Aeroporto de Arapongas.
Comentários