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Sessão termina em tumulto e polícia é acionada na Câmara de Arapongas

A sessão da Câmara Municipal de Arapongas, realizada na noite de segunda-feira (30), foi marcada por discussões acaloradas, troca de acusações e tumulto no plenário, exigindo a atuação da Polícia Militar para conter a situação.

O clima tenso teve início durante a votação sobre a abertura de uma denúncia que pede a cassação do mandato do vereador Paulo Grassano (PP). A acusação envolve supostos contratos firmados pela Prefeitura de Arapongas sem licitação, com empresas que teriam ligação direta ou indireta com o parlamentar.

Antes de chegar ao plenário, o caso já havia sido analisado por uma Comissão Processante da Câmara, que decidiu, por maioria de 2 votos a 1, pela não admissibilidade da denúncia. No entanto, a decisão foi levada à votação entre todos os vereadores.

Durante a sessão, o resultado terminou empatado: 7 votos favoráveis e 7 contrários à abertura do processo. Coube então ao presidente da Câmara, vereador Márcio Antônio Nickenig, o voto de desempate, que definiu pela continuidade da denúncia.

A decisão acirrou ainda mais os ânimos. Houve bate-boca entre parlamentares e também entre pessoas que acompanhavam a sessão nas galerias. Diante do descontrole, o presidente suspendeu os trabalhos e determinou a retirada do público.

Cerca de 50 pessoas deixaram o plenário com o apoio da Polícia Militar, que foi acionada para garantir a ordem no local.

Após o episódio, o vereador Paulo Grassano, que fala em perseguição política, se manifestou por meio das redes sociais. Em vídeo, afirmou que o processo seguirá com a coleta de depoimentos e demonstrou confiança no desfecho do caso, declarando acreditar na manutenção de seu mandato.

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